sexta-feira, abril 23, 2021

Dia mundial do livro e dos direitos de autor

 Dia mundial do livro e dos direitos de autor





Dia 23 de Abril

Hoje, comemora-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

A BE/CRE e os Departamentos de Ciências Sociais e Humanas e de Português associaram-se a estas comemorações e, além de outras iniciativas, promovem um tempo de leitura de textos sobre O livro e A Liberdade, às 10:10h e às 15:30h, em todas as aulas do 2º e 3º ciclos.

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor foi criado pela Unesco (Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura), em 1995, e é comemorado em todo o mundo. Mas como o livro não nasce sozinho, também se estendeu esta comemoração ao direito daquele que o escreve: O autor. Ele é o poeta, o romancista, o cientista, o filósofo, o professor. É quem cria o conhecimento e também quem transmite esse conhecimento. O direito desses criadores é garantido por lei. Quem cria o livro tem direito a ter a sua obra protegida.

 Para que um livro chegue às nossas mãos, não basta que um autor o escreva. Muita gente trabalha para transformar uma obra num livro, como o tradutor, o ilustrador, o encadernador...

E o leitor?

Todos nós também ajudamos a criar os livros! Afinal, sem o leitor, eles não existiriam. Ninguém nasce a gostar de ler.

 Ler é algo que se aprende devagar e nos acompanha toda a vida.

 O livro é uma forma universal de transmissão de conhecimento e de ideias. É a nossa memória “fora do corpo”. Por isso ele une culturas e países tão diferentes entre si.

Mas só com LIBERDADE é possível criar e escolher aquilo que lemos.

“Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo (…)”

 Cecília Meireles “ Liberdade” (adaptado)




quinta-feira, março 25, 2021

quarta-feira, março 24, 2021

terça-feira, fevereiro 09, 2021

Dia da Internet Segura 2021

Dia da Internet Segura


Hoje, dia 9 de fevereiro de 2021, pelas 21h21 pode assistir à sessão de Internet Segura promovida pela #SomosSolução, em parceria com o Centro Internet Segura e a Microsoft.

Estudo em casa

 Podes assistir às emissões do #EstudoEmCasa num dos seguintes canais:

RTP Memória

  • TDT - posição 7
  • MEO – posição 100
  • NOS – posição 18
  • Vodafone – posição 17
  • Nowo – posição 13
Podes ainda ver as emissões da cada doa em:
https://www.rtp.pt/estudoemcasa (emissão de cada dia on demand e módulos individualizados).



Segura Net - navegar em segurança

S e g u r a N e t

e s t u d o   e m   c a s a

https://www.seguranet.pt/pt/estudo-em-casa


 

segunda-feira, fevereiro 08, 2021

Suporte em papel

 Se não tiveres meios técnicos para as aulas online, toma em atenção alguns conselhos.



Código de conduta E@D.

 



Apoio à comunidade educativa


O nosso serviço PBX - Central de apoio à nossa comunidade vai voltar ao ativo a partir de hoje.



O nosso serviço pode ser contactado através do telefone, mail ou preenchendo um questionário de contacto existente no Blog ou no facebook da Biblioteca.

Através deste serviço damos apoio técnico na utilização da plataforma Google Classroom ou qualquer outra aplicação informática utilizada para apoio ao desenvolvimento das atividades escolares e ainda asseguramos o empréstimo de documentos da biblioteca, tais como livros ou filmes, entre outros.

Formulário de contacto

quinta-feira, junho 25, 2020

Curtas - Pequeno raio de esperança


Um poema em português - "Meditação do Duque de Gândia"

Um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen por Rita Loureiro


Meditação do Duque de Gândia

Nunca mais
A tua face será pura limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.

Nunca mais amarei quem não possa viver sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
Nunca mais te darei o tempo puro
Que em dias demorados eu teci
Pois o tempo já não regressa a ti
E assim eu não regresso e não procuro
O deus que sem esperança te pedi.


Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, junho 18, 2020

Um poema em português - "Uma pequenina luz"

"Uma pequenina luz"

Um poema de Jorge de Sena por Catarina Guerreiro




“Uma Pequenina Luz”


Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla… em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indeflectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha


Jorge de Sena

Curtas - Dia Mundial da Gentileza


Contalá - Uma história por Elsa Serra 9


quarta-feira, junho 17, 2020

Um poema em português - "Quando vier a primavera"

"Quando vier a Primavera"

Um poema de Alberto Caeiro por Pedro Lamares




Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro

sexta-feira, junho 12, 2020

"Lágrima de preta"

de António Gedeão


Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.